Proto-poema contra os tubarões
Vou dar poemas.
Não bem dar…
Não são meus, só os posso emprestar
Ou mostrar
Ou ler
O que vou mesmo é vender poemas mais baratos.
Pode ser que,
assim,
as suas águas mantenham a praia praia
Com linguadinhos e peixes aranha
Baldes de plástico e conchinhas
Corpos esbeltos, corpos disformes,
Beatas e crude peganhento
É assim a praia.
É assim a vida!
Vou mesmo é vender mais barato
Os poemas da Assírio
Para que se espalhem
E troquem as voltas aos tubarões
Que tingem de sangue a areia
Afugentando os banhistas.
Sines, 30 de Agosto de 2011
joaquimdasartes@gmail.com